Teoria das Cores

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Cor é algo essencial quando se trata de um trabalho artístico ou artesanal.
Em alguns casos tons de branco são cores diversas e específicas e a cor preta nem sempre como se ouve dizer é ausência de cor.
Cor é muito pessoal, seja para uma obra de arte, para o dia a dia, ou até mesmo como uso da cor predileta em objetos de decoração roupas e acessórios.
Mas o importante mesmo é usar e abusar das cores, são pinceladas de cor eleitas para aquele fim específico que fazem da obra de arte uma obra especial e única.
Com base em pesquisas e entrevistas a profissionais da área, a equipe do Café com Arte preparou uma orientação sobre as cores e como utilizá-las.
Divirtam-se.
Cor é como o olho humano (dos seres vivos animais) interpreta a reemissão da luz vinda de um objeto que foi emitida por uma fonte luminosa por meio de ondas eletromagnéticas; e que corresponde à parte do espectro eletromagnético que é visível (380 a 750 nanômetros).
Cor-luz, ou cor-energia é aquela, em a Teoria das cores, que, contrapondo-se à cor-pigmento, diz respeito à reflexão dos raios luminosos - e não pela cor efetiva contida na substância.
Identificada pelo fenômeno da refracção dos raios solares, essa concepção das cores deu-se pela primeira vez com o físico inglês Isaac Newton, no ano de 1666.
Segundo essa compreensão, a cor percebida pelos olhos é aquela refletida pelo objeto no qual o raio solar incide. O branco, assim, consiste na reunião de todas as cores, ao passo em que o preto seria a ausência de cor.
A cor pigmento, ao contrário, terá um efeito diverso: misturando-se todas as cores o resultado será uma espécie de marrom.
A comprovação científica da teoria luminosa das cores pode ser feita com um experimento relativamente simples: colocando-se um disco contendo as sete cores do arco-íris, ou seja, aquelas obtidas pela refração, e girando-se velozmente o mesmo, a partir de certa velocidade o olho deixará de perceber as varias cores e passará a ver apenas o reflexo de todas elas juntas: o branco.
O olho humano é um mecanismo complexo desenvolvido para a percepção de luz e cor. É composto basicamente por uma lente e uma superfície fotossensível dentro de uma câmera, grosseiramente comparando a uma máquina fotográfica.
A córnea e a lente ocular formam uma lente composta cuja função é focar os estímulos luminosos. A íris (parte externa colorida) é fotossensível e comanda a abertura e fechamento da pupila da mesma maneira que um obturador. O interior da íris e da coróide é coberto por um pigmento preto que evita que a luz refletida se espalhe pelo interior dos olhos.
O interior dos olhos e coberta pela retina, uma superfície não maior que uma moeda de um real e da espessura de uma folha de papel. Neste ponto do processo da visão, o olho deixa de se assemelhar a uma máquina fotográfica e passa a agir mais como um scanner. A retina é composta por milhões de células altamente especializadas que captam e processam informação visual a ser interpretada pelo cérebro. A fóvea, no centro visual do olho, é rica em cones, um dos dois tipos de células fotorreceptoras. O outro tipo, o bastonete, se espalha pelo resto da retina. Os cones são responsáveis pela captação da informação luminosa vinda da luz do dia, das cores e do contraste. Os bastonetes são adaptados à luz noturna e à penumbra.

Concepção científica

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Mapa de cores. Cada cor tem sua correspondente complementar na extremidade oposta.
Na ciência das cores, duas cores são chamadas complementares se, quando misturadas, produzem o preto, o branco ou alguma graduação de cinza. Nos sistemas de cores mais perceptíveis, o branco está no centro do espectro e as cores complementares se situam uma ao lado oposto da outra. O exemplo mais claro é o sistema HSV, no qual as cores complementares estão em lados opostos no disco de cores.
Na maioria das discussões a respeito de cores complementares, somente as cores com completo brilho e saturação são consideradas. Assim, uma cor primária sempre terá uma cor secundária como complementar e vice-versa. A cor secundária complementar de uma cor primária é aquela formada pelas outras duas cores primárias. Cores terciárias sempre têm outra cor terciária como complementar.
Nos sistemas RGB e CMY, as primárias de um sistema são secundárias do outro e vice-versa. Desta maneira, afirma-se que são complementares os seguintes pares de cores:

  • Vermelho e Ciano
  • Verde e Magenta
  • Azul e Amarelo

Os resultados acima podem ser obtidos, quando, por exemplo, o sistema utilizado for RGB e o intervalo de valores igual a [0 255], executando a operação 255 - [vetor de cores]. Ex: Azul em RGB = [0 0 255], 255 - Azul = 255 - [0 0 255] = [255 255 0] = Amarelo.

Imagens negativas

Quando alguém fixa os olhos em uma cor única por um período de tempo (30 segundos até um minuto são suficientes) e depois olha para uma superfície branca, uma imagem com a cor complementar vai aparecer. Isto ocorre porque os fotorreceptores de uma cor na retina são fatigados, perdendo a habilidade de enviar informação ao cérebro. Quando a luz branca é vista, as porções daquela cor incidentes no olho não são transmitidas eficientemente como as outras cores, e o resultado é a ilusão de ver a cor complementar. Quando os receptores permanecem em repouso por algum tempo, a ilusão desaparece.

Concepção artística

Cores complementares segundo a concepção artística
Como no decorrer da história havia poucos pigmentos disponíveis - cores como o magenta e o ciano são muito raras na natureza - os artistas ainda hoje costumam usar outros pares de cores complementares, a saber:

  • Azul e Laranja
  • Vermelho e Verde
  • Amarelo e Violeta (ou Roxo)

Como acontece na ciência das cores, cada cor primária tem uma secundária por complementar e vice-versa. Ao juntar uma com outra, obtém-se alguma tonalidade de cinza ou marrom.
O uso de cores complementares é um aspecto importante para a beleza na arte e no design gráfico. Quando são colocadas uma ao lado da outra, os complementos aparecem contrastantes. No disco artístico, as cores complementares são colocadas no lado oposto uma da outra. Embora essa concepção artística não se enquadre rigorosamente dentro da definição científica de cores, a maioria dos discos de cores na arte são dispostas de maneira semelhante ao sistema HSV.
Uma cor primária é uma cor que não pode ser decomposta em outras cores. Essas cores se mesclam entre si para produzir as demais cores do espectro. Quando duas cores primárias são misturadas, produz-se o que se conhece como cor secundária, e ao mesclar uma cor secundária com uma primária surge uma cor terciária.
Tradicionalmente, o Vermelho, o Azul e o Amarelo são tratadas como as cores primárias nas artes plásticas. Esse sistema de classificação é conhecido como RYB Entretanto, essa é uma definição errada do ponto de vista científico, uma vez que, em se tratando de pigmentos, o sistema correto é o CMY (Ciano, Magenta e Amarelo). Como são muito raros na natureza pigmentos de cor ciano e magenta, são substituídos respectivamente pelo azul e pelo vermelho nas artes plásticas.

 

Cores secundárias são as cores que se formam pela mistura de duas cores primárias, em partes iguais.
No início, a teoria dos pigmentos era restrita à pintura. Os antigos pintores já faziam misturas antes da moderna ciência das cores, e as tintas usadas até então eram poucas.

Muitos artistas famosos usavam do uso de tintas fabricadas por eles mesmo para obter os resultados de cores desejados. Alguns misturavam pigmentos naturais como terra, pó de pedras, folhas de mangueiras e demais adereços que a natureza oferecia.
Antigamento reza a lenda que as pessoas de garnde poder aqusiitivo usavam em suas obras de arte os tons de azul.
No sistema RYB, que emprega a teoria das cores de Leonardo da Vinci, as cores secundárias são:

  • Verde - formado por azul e amarelo
  • Laranja - formado por amarelo e vermelho
  • Violeta (ou roxo) - formado por azul e vermelho

Modernamente, contudo, considera-se dois casos de classificação de cores: o aditivo (ou luminoso) e o subtrativo (ou refletivo), uma vez que o sistema RYB não representa de fato todas as cores perceptíveis pelo olho humano. As cores primárias de um caso são secundárias do outro, e vice-versa.

No caso aditivo (sistema RGB), usado em fontes de luz, as cores secundárias são:

  • Ciano - formado por azul e verde
  • Magenta - formado por azul e vermelho
  • Amarelo - formado por vermelho e verde


No caso subtrativo (sistema CMY), usado em impressão gráfica, as cores secundárias são:

  • Vermelho - formado por magenta e amarelo
  • Verde - formado por ciano e amarelo
  • Azul - formado por ciano e magenta

Cor terciária é uma cor composta por uma cor primária e uma cor secundária. São ao todo seis cores, a saber:

  • Rosa Salmão= magenta + laranja
  • Amarelo Torrado = laranja+ amarelo
  • Verde Limão = amarelo + verde
  • Turquesa = verde + ciano
  • Azul Médio = ciano + roxo
  • Violeta = roxo + magenta

A nomenclatura das cores terciárias, ou seja, os nomes pelos quais as conhecemos, variam bastante consoante os lugares e as pessoas, as cores são sempre as mesmas, mas cada um de nós percepciona-as de forma diferente.
As cores terciárias podem ainda ser consideradas as misturas das cores secundárias, nomeadamente:

  • Laranja + Verde = Verde Azeitona
  • Verde + Roxo = Azul da Prússia/Petróleo/Cobalto/
  • Roxo + Laranja = Púrpura

Também neste caso os nomes são extremamente subjectivos, conforme os países e hábitos locais. Por exemplo, a cor de Beringela ou Púrpura é muito conhecida como Aubergine, da tradição francófona; no Brazil chamam Oliva ao Verde Azeitona e Vermelho à Cor de Laranja.
Quanto ao Azul, é extremamente difícil precisar nomes e tonalidades de azul quando são visualizadas em ecran. Existe uma grande confusão quanto ao Azul Ciano, que é uma das 3 cores primárias e é constantemente representado como azul turquesa, uma variante substancialmente mais luminosa e já com intromissões de amarelo. Depois depende das marcas das tintas, etc., mas os nomes como Azul Cobalto, Azul Ultramarino, Azul Petróleo, são bastante consensuais para quem lida com cores na sua actividade profissional.
Fonte:wikipedia.